Linha do Tempo

Resumo do Histórico Institucional

A Serra Acima – Associação de Cultura e Educação Ambiental (SerrAcima) foi fundada em 1999, iniciando suas atividades com o atendimento a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social em oficinas socioambientais e profissionalizantes. Esse trabalho evoluiu para a criação da Casa Abrigo Trilhas da Infância, da qual a organização foi gestora de 2003 a 2009, contando com o apoio da Secretaria Estadual de Assistência Social e recursos provenientes de doações e eventos solidários. A Casa Abrigo permanece ativa, tendo sido encampada à gestão municipal.

A partir de 2003, com apoio do Global Greengrants Fund, a SerrAcima ampliou sua atuação para o meio rural, origem da maior parte das crianças atendidas na Casa Abrigo. O processo de mobilização de associações dos bairros rurais da Bacia do Rio Paraibuna, na zona de amortecimento do Parque Estadual da Serra do Mar, culminou na realização do “Seminário de Agricultura e Meio Ambiente do município de Cunha, patrocinado pela Petrobrás. Em 2004, o “Curso Modular de Agricultura, Cultura e Meio Ambiente”, voltado para jovens monitores, representantes de 04 associações de bairros rurais da região, contou com financiamento do Programa de Fortalecimento Institucional do Crytical Ecosystem Partnership Fund – CEPF, em parceria com a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica e o Global Greengrants Fund.

De 2006 a 2010, a SerrAcima estruturou sua ação junto a agricultores familiares, por meio do projeto “Viver na Mata Atlântica”, apoiado pelo Subprograma Projetos Demonstrativos do Ministério do Meio Ambiente (PDA/MMA) e fundamentado em processos participativos de planejamento e implantação de ações de recuperação ambiental aliadas ao fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul.

Essas ações foram potencializadas pela parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo para a execução do “Projeto de Recuperação de Matas Ciliares” (2007-2011), voltado para o desenvolvimento de instrumentos, metodologias e estratégias para viabilizar um programa de restauração de matas ciliares de longo prazo e de abrangência estadual.

Em 2008, a “Formação de jovens & desenvolvimento de cadeias produtivas agroecológicas”, apoiada pela BVS&A – Bolsa de Valores Sociais & Ambientais, permitiu realizar um diagnóstico das cadeias de leite, hortaliças e pinhão. Nesse período, a organização atuou como parceira na construção participativa de “Diretrizes para o Manejo Sustentável do Pinhão”, em projeto coordenado pelo Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.  Paralelamente, o projeto “Saberes e Sabores do Pinhão – Mulheres construindo conhecimentos”, realizado com o apoio do Fundo Socioambiental CASA em 2008-2009, permitiu a realização de oito oficinas com um grupo de mulheres envolvidas no extrativismo do pinhão. Esse trabalho culminou na exposição “O Pinheiro Brasileiro”, realizada em parceria com o Parque Estadual da Serra do Mar e em uma publicação na qual se relatam vivências, reflexões e receitas testadas pelo grupo.

Em 2009 iniciamos a execução do projeto ¨”Empreendimentos Comunitários: criando ambientes para a geração de trabalho e renda no município de Cunha” patrocinado pelo Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania. Em suas três fases consecutivas (2010 – 2015), esse projeto priorizou a cadeia de hortaliças nas ações de campo, em função do seu potencial produtivo e retorno econômico de curto prazo, possibilitando a ampliação progressiva do fomento à conversão agroecológica de propriedades de agricultoras e agricultores familiares de diferentes comunidades rurais do extenso município de Cunha e nos municípios vizinhos de Silveiras e Lagoinha. Parte dessa experiência, que teve um significado especial para a organização, está registrada no vídeo Agroecologia: práticas que mudam a vida.

 No ano de 2016, um novo projeto financiado pela Inter American Foundation – IAF permitiu dar continuidade às ações de apoio à agricultura familiar e à pecuária de base ecológica. “Agroecologia – Vida na roça, alimento saudável na cidade”; foi concluído em 2019, com a consolidação de frentes de trabalho focadas em produção de hortaliças orgânicas, pecuária ecológica e confecção de produtos de limpeza e higiene ecológicos.

Simultaneamente, durante os anos de 2018 e 2019, foi implementado um projeto voltado para a renovação geracional da agricultura familiar. Essa iniciativa contou com o apoio da Fundação Banco do Brasil, recebendo o nome de Desenvolvimento Agroecológico da Agricultura Familiar na Região de Cunha/SP”. Essa experiência é relatada no vídeo Juventude Agroecológica.

O grupo de agricultoras e agricultores familiares mais avançado na transição agroecológica passou a integrar uma Organização de Controle Social (OCS) registrada junto ao MAPA, encarregada da avaliação da conformidade orgânica da produção comercializada em feira livre e junto ao Programa Nacional de Alimentação Escolar. Hoje, a SerrAcima já pode atuar como entidade parceira do grupo, apoiando a consolidação de sua organização autônoma – a Associação dos Produtores Agroecológicos de Cunha – Amigos da Terra (APAC).