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	<title>Serracima: Associação de Cultura e Educação Ambiental - Cunha, SP &#187; Práticas agroecológicas</title>
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	<description>Associação de Cultura e Educação Ambiental</description>
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		<title>PASTEJO ROTATIVO III</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 22:33:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdemar Arl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas agroecológicas]]></category>

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		<description><![CDATA[A recuperação dos solos e diversificação das pastagens são básicas para obter bons resultados.
A diversificação das forrageiras e muito importante para a nutrição adequada dos animais, para o equilíbrio do sistema e melhor desenvolvimento da  pastagem.
O consórcio de leguminosas com gramíneas, tanto no verão como no inverno é uma condição fundamental, nos vários estágios de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_367" class="wp-caption alignnone" style="width: 440px"><img class="size-full wp-image-367" src="http://www.serracima.org.br/wp-content/uploads/2010/04/sobresemeadura-melhoramento-pastagem.JPG" alt="sobre-semeadura-melhoramento-pastagem" width="430" height="323" /><p class="wp-caption-text">sobre-semeadura-melhoramento-pastagem</p></div>
<p>A recuperação dos solos e diversificação das pastagens são básicas para obter bons resultados.<span id="more-366"></span></p>
<p>A diversificação das forrageiras e muito importante para a nutrição adequada dos animais, para o equilíbrio do sistema e melhor desenvolvimento da  pastagem.</p>
<p>O consórcio de leguminosas com gramíneas, tanto no verão como no inverno é uma condição fundamental, nos vários estágios de desenvolvimento das plantas.</p>
<p>As leguminosas aumentam o nível de proteína do pasto, e também fornecem nitrogênio contribuindo no desenvolvimento das gramíneas.</p>
<p>O melhoramento da pastagem pode ser realizado por sobre semeadura, seguida de pastejo e pisoteio e pousio posterior. Isso pode ser realizado com várias espécies, como o trevo branco, azevém e outros.</p>
<p>Algumas espécies, se conseguirem produzir sementes, as mesmas serão ingeridas pelos animais e nascerão nos montes de esterco (trevo, azevém&#8230;).</p>
<p>O amendoim forrageiro pode ser implantado com máquina de plantar milho manual (pica-pau), ou ser transplantado em mudas. Quando na presença de animais, as mudas podem ser plantadas nos montes de esterco, assim os animais não vão pastá-las por um período de tempo suficiente para a sua instalação.</p>
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		<title>PASTEJO ROTATIVO II</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 22:26:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdemar Arl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas agroecológicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Para um bom resultado do sistema de pastejo rotativo é necessário observar alguns aspectos básicos, como o repouso da pastagem, ponto de pastejo, quantidade de animais, tempo de pastejo.
Leis universais do pastejo racional rotativo:
1 . Lei do repouso
Para a máxima produtividade do pasto é necessário que tenha condições de armazenar  reservas necessárias para um início [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_363" class="wp-caption alignnone" style="width: 440px"><img class="size-full wp-image-363" src="http://www.serracima.org.br/wp-content/uploads/2010/04/detalhe-piquetes.JPG" alt="detalhe-piquetes" width="430" height="323" /><p class="wp-caption-text">detalhe-piquetes</p></div>
<p>Para um bom resultado do sistema de pastejo rotativo é necessário observar alguns aspectos básicos, como o repouso da pastagem, ponto de pastejo, quantidade de animais, tempo de pastejo.<span id="more-362"></span></p>
<p><strong>Leis universais do pastejo racional rotativo:</strong></p>
<p><strong>1 . </strong><span style="text-decoration: underline">Lei do repouso</span><strong></strong></p>
<p>Para a máxima produtividade do pasto é necessário que tenha condições de armazenar  reservas necessárias para um início de rebrote vigoroso, crescimento máximo para a fase da planta ou época e condições climáticas.</p>
<p>Por isso os tempos de repouso não são iguais durante o ano, havendo períodos de crescimento acelerado e outros de crescimento lento ou quase nulo. Nos períodos mais favoráveis os intervalos entre pastejos variam de 28 a 35 dias.</p>
<p>A determinação do ponto ótimo para o corte e ponto máximo de pastejo requer conhecimento botânico de cada espécie de pasto.</p>
<p>2. <span style="text-decoration: underline">Lei da ocupação</span></p>
<p>O tempo ideal para ocupação de cada piquete é de um dia &#8211; mas pode variar de 1 a 3 dias. É necessário que o ponto máximo de pastejo seja uniforme e realizado no menor tempo possível. Não deve sobrar pasto, mas o rebrote não pode ser imediatamente pastado, pois isso fragiliza a planta.</p>
<p>O tempo de ocupação é regulado pela quantidade de animais e tamanho dos piquetes.</p>
<p>3. <span style="text-decoration: underline">Lei dos rendimentos máximos</span></p>
<p>É necessário ajudar os animais de exigências alimentícias mais elevadas para que possam colher a maior quantidade de pasto e que este seja da melhor qualidade possível. Isso se realiza com a divisão do rebanho em lotes de desnate e repasse, ou seja, primeiro passam os animais de maior necessidade momentânea e depois os demais animais.</p>
<p>4. <span style="text-decoration: underline">Lei dos rendimentos regulares</span></p>
<p>Os rendimentos serão máximos, se a vaca não permanecer por mais de um dia numa mesma parcela, e satisfazer plenamente suas necessidades.</p>
<p>A observação das quatro leis universais do pastoreio racional garante produtividades máximas do pasto e do gado.</p>
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		<title>GADO À BASE DE PASTO NO SISTEMA DE PASTEJO ROTATIVO</title>
		<link>http://www.serracima.org.br/gado-a-base-de-pasto-no-sistema-de-pastejo-rotativo/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 21:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdemar Arl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas agroecológicas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na região de a criação de gado é uma atividade presente e importante, mas com baixa produção devido à degradação do solo e das pastagens. Diante disso a Serra Acima vem iniciando várias práticas de recuperação das pastagens e qualificação do manejo através do pastejo rotativo.
A criação a base de pasto tem aumentado a estabilidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp"><img class="alignnone size-full wp-image-359" src="http://www.serracima.org.br/wp-content/uploads/2010/04/construcao-piquetes-para-pastejo-rotativo.JPG" alt="construcao-piquetes-para-pastejo-rotativo" width="430" height="323" /></div>
<p>Na região de a criação de gado é uma atividade presente e importante, mas com baixa produção devido à degradação do solo e das pastagens. Diante disso a Serra Acima vem iniciando várias práticas de recuperação das pastagens e qualificação do manejo através do pastejo rotativo.</p>
<p>A criação a base de pasto tem aumentado a estabilidade e a renda, mantendo a sobrevivência na atividade mesmo em épocas de preço baixo. O sistema de pastejo racional rotativo é a forma mais eficiente de manejo dos pastos e dos animais, tanto nos aspectos da produção e produtividade, como nos aspectos relacionados à sanidade animal e conservação ambiental.</p>
<p><span id="more-356"></span></p>
<p>É um sistema de manejo intensivo, que possibilita um equilíbrio entre os elementos: solo-pastagem-gado. Consiste basicamente na subdivisão das áreas de pastagem em piquetes, onde os animais são manejados permanecendo de um a três dias em cada piquete, de forma que satisfaçam sua necessidade alimentar e saiam antes do rebrote do pasto.</p>
<p>A diversificação das forrageiras e muito importante para a nutrição adequada dos animais, para o equilíbrio do sistema e melhor desenvolvimento da pastagem.</p>
<p>O consórcio de leguminosas com gramíneas, tanto no verão como no inverno é uma condição fundamental, nos vários estágios de desenvolvimento das plantas.As leguminosas aumentam o nível de proteína do pasto, e também fornecem nitrogênio contribuindo no desenvolvimento das gramíneas.</p>
<p>Um bom manejo reduz as enfermidades nos animais, como a mastite; reduz a incidência de vermes; pode eliminar o carrapato. O manejo rotativo não compacta menos o solo. O estercamento no pasto cria o besouro «vira bosta» que ajuda a descompactar o</p>
<p>solo e misturando o esterco com terra ajuda a controlar vermes e moscas.</p>
<p>A divisão dos piquetes normalmente é realizada com cerca elétrica. A disponibilidade de água e a presença de árvores para sombra são aspectos importantes além de aumentar a produtividade e bem estar dos animais.  As árvores podem gerar uma renda extra.</p>
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		<title>Práticas agroecológicas 07: ÁGUA E AGRICULTURA</title>
		<link>http://www.serracima.org.br/praticas-agroecologicas-07-agua-e-agricultura/</link>
		<comments>http://www.serracima.org.br/praticas-agroecologicas-07-agua-e-agricultura/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 00:42:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdemar Arl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas agroecológicas]]></category>

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		<description><![CDATA[A agricultura convencional necessita de muita água na irrigação, compacta e desestrutura o solo provocando a erosão e causando enxurradas e enchentes. Diminui também a infiltração de água no solo e reduz os lençóis freáticos secando fontes, riachos e rios. Além disso, contamina o solo e a água com agrotóxicos e adubos químicos altamente solúveis. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_343" class="wp-caption alignnone" style="width: 440px"><img class="size-full wp-image-343" src="http://www.serracima.org.br/wp-content/uploads/2010/02/o-ciclo-da-agua.jpg" alt="o-ciclo-da-agua" width="430" height="269" /><p class="wp-caption-text">o-ciclo-da-agua</p></div>
<p>A agricultura convencional necessita de muita água na irrigação, compacta e desestrutura o solo provocando a erosão e causando enxurradas e enchentes. Diminui também a infiltração de água no solo e reduz os lençóis freáticos secando fontes, riachos e rios. Além disso, contamina o solo e a água com agrotóxicos e adubos químicos altamente solúveis. É preciso mencionar ainda que a agricultura convencional aumenta o aquecimento global.</p>
<p>A agricultura ecológica conserva a umidade do solo, pois mantém o solo coberto e estruturado, permitindo a infiltração de água que abastece o lençol freático e mantém as fontes, rios e riachos. Além disso produz alimentos saudáveis e que no seu processo de produção recuperam e conservam a natureza, ajudando a reverter o aquecimento global.</p>
<p>A sua opção de produção e consumo pode ajudar a conservar a água do Planeta Terra.<span id="more-342"></span></p>
<p>A ÁGUA NOSSA DE CADA DIA PARA SEMPRE</p>
<p>A Terra se chama “planeta água” porque 70% de sua superfície está ocupada pela água.</p>
<p>Desta:</p>
<ul>
<li>97,5% é salgada e está nos oceanos;</li>
<li>2,15% é água doce e está congelada nos pólos;</li>
<li>0,35%, também água doce, está nos rios, lagos e sub-solo. Esta é a parte que está disponível ao consumo humano.</li>
</ul>
<p>Porém esta água não está igualmente distribuída no mundo e grande parte já está contaminada pelas atividades humanas e tornando-se imprópria para o consumo.</p>
<p>Cada vez mais regiões que antes não se preocupavam com a disponibilidade de água, agora estão com problemas de abastecimento.</p>
<p>Portanto a questão da água é um dos temas mais atuais e afeta diretamente a vida e a qualidade de vida do ambiente e das pessoas, pois além da sua disponibilidade física direta, influencia também a produção de alimentos.</p>
<p><span style="text-decoration: underline">Atuação da Serra Acima na conservação da água:</span></p>
<p>Todo o trabalho da Serra Acima tem influência positiva sobre a disponibilidade e qualidade de água.</p>
<p>Algumas ações são especificamente relacionadas como a recomposição das matas ciliares e proteções de fontes. Outras também tem influência direta embora o alcance das ações vai para além da questão da água, sendo:</p>
<p>  implantação de sistemas agroflorestais;</p>
<ul>
<li>cobertura dos solos;</li>
<li>correta destinação e reaproveitamanto de dejetos animais e outros  resíduos orgânicos;</li>
<li>não utilização de agrot-óxicos;</li>
<li>recomposição da estrutura e vida do solo;</li>
</ul>
<p>  &#8230;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Práticas agroecológicas 06: RECUPERAÇÃO DE MATAS CILIARES JUNTO A AGRICULTORES FAMILIARES</title>
		<link>http://www.serracima.org.br/praticas-agroecologicas-06-recuperacao-de-matas-ciliares-junto-a-agricultores-familiares/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 21:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdemar Arl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas agroecológicas]]></category>

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		<description><![CDATA[As matas ciliares são importantes na proteção dos rios e fontes, pois funcionam como os “cílios dos olhos”, e evitam a entrada de terra ou poluentes e o desbarrancamento. Mas é muito importante cuidar de todo o ambiente, especialmente onde ocorre a infiltração de água no solo que vai abastecer as fontes, que sustentam os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_320" class="wp-caption alignnone" style="width: 440px"><img class="size-full wp-image-320" src="http://www.serracima.org.br/wp-content/uploads/2009/12/curso.JPG" alt="curso-modular-formacao-monitores" width="430" height="323" /><p class="wp-caption-text">curso-modular-formacao-monitores</p></div>
<p>As matas ciliares são importantes na proteção dos rios e fontes, pois funcionam como os “cílios dos olhos”, e evitam a entrada de terra ou poluentes e o desbarrancamento. Mas é muito importante cuidar de todo o ambiente, especialmente onde ocorre a infiltração de água no solo que vai abastecer as fontes, que sustentam os riachos e rios.</p>
<p>Foi realizado na Região de Cunha, processo de capacitação e organização para recomposição das matas ciliares.<span id="more-319"></span></p>
<p>Esta iniciativa se realizou sob as seguintes estratégias e ações:</p>
<ol>
<li>Envolvimento de 04 associações comunitárias (150 famílias) e seleção de 04 áreas demonstrativas em recuperação de matas ciliares aliada a um plano de conversão agroecológica de propriedades rurais que servem de URIs (Unidades de Referência e Irradiação) de propostas sustentáveis para a Mata Atlântica; </li>
<li>Execução de um plano de capacitação continuada de formação de agricultores, com ênfase na participação de jovens (monitores comunitários) em recuperação e restauração ecológica da Mata Atlântica e Agroecologia, este, consistiu na capacitação de 30 jovens que passaram a atuar como monitores comunitários, agentes irradiadores da proposta agroecológica na região;</li>
<li>Estas URIs (Unidades de Referência e Irradiação), passaram a ser acompanhadas e monitoradas.</li>
</ol>
<p>Este processo se encontra hoje em momento de avaliação e revisão metodológica.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Práticas agroecológicas 05: SISTEMAS AGROFLORESTAIS</title>
		<link>http://www.serracima.org.br/praticas-agroecologicas-05-sistemas-agroflorestais/</link>
		<comments>http://www.serracima.org.br/praticas-agroecologicas-05-sistemas-agroflorestais/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 16:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdemar Arl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas agroecológicas]]></category>

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		<description><![CDATA[As árvores são grandes aliadas do clima, conservação da água e berço da biodiversidade, além de produtoras de energia renovável e madeira. Mas são, principalmente, grandes produtoras de alimentos. Várias espécies nativas como a pupunha, a araucária e outras podem produzir, por área, mais que a soja ou outras culturas anuais de grãos. Outra grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_311" class="wp-caption alignnone" style="width: 440px"><img class="size-full wp-image-311" src="http://www.serracima.org.br/wp-content/uploads/2009/12/sistema-agroflorestal.jpg" alt="exemplo-sistema-agroflorestal-5-anos-de-idade" width="430" height="350" /><p class="wp-caption-text">exemplo-sistema-agroflorestal-5-anos-de-idade</p></div>
<p>As árvores são grandes aliadas do clima, conservação da água e berço da biodiversidade, além de produtoras de energia renovável e madeira. Mas são, principalmente, grandes produtoras de alimentos. Várias espécies nativas como a pupunha, a araucária e outras podem produzir, por área, mais que a soja ou outras culturas anuais de grãos. Outra grande vantagem é que as árvores não precisam ser plantadas todos os anos, é só cuidar e o manejo é muito simples, também não corre muitos riscos com secas ou excessos de chuva.</p>
<p>Até o momento foram implantados dois sistemas agroflorestais nos Bairros, estes estão despertando interesses e servindo de referência. Foram iniciadas ainda diversas outras práticas de sistemas agroflorestais, especialmente no trabalho de recuperação das matas ciliares. Um SAF é a estratégia traçada pela Serra Acima para garantir simultaneamente a recuperação de espécies florestais nativas com a geração de renda (monetária e não monetária), resultando na produção de alimentos diversificados na mesma área de plantio.<span id="more-310"></span></p>
<p>Agrofloresta é a integração e interação entre preservação<em>/ </em>conservação, recuperação e produção. Em sistemas agroflorestais é possível programar e tornar uma floresta altamente produtiva. Para isso é importante potencializar a produção das árvores nativas locais, e introduzir algumas espécies de outras regiões que se adaptam às condições locais. As agroflorestas são sistemas agroecológicos altamente desenvolvidos e sustentáveis.</p>
<p><strong>Princípios da Agrofloresta</strong></p>
<p><em>a)      </em><em>Sucessão Vegetal</em></p>
<p>A <em>AGROFLORESTA </em>é uma das formas mais eficientes para <em>recuperar ambientes</em> já degradados, <em>reconstruir a </em>fertilidade natural do sistema e retomar a evolução. Uma evolução que começa com capins e herbáceas, passa pelas capoeiras, chegando às florestas.  </p>
<p><em>b)      </em><em>A Biodiversidade de Espécies</em></p>
<p>A diversidade de espécies nos sistemas (plantas, microorganismos, insetos, animais, etc.) é fator fundamental para sua própria sustentação e continuidade.</p>
<p><em>c)       </em><em>Proteção do solo e prevenção da erosão</em></p>
<p>Cada <em>gota de água de chuva</em> quando cair direto no solo <em>vai causar erosão</em>. A erosão leva terra para o fundo dos rios fazendo com que eles tenham menos água e menos peixes.</p>
<p>A erosão leva embora também as sementes e os nutrientes (Nitrogênio, fósforo, cálcio, potássio&#8230;), além de compactar o solo. Assim, a erosão vai diminuir a produção da lavoura.</p>
<p><em>d)      </em><em>A Fertilização Natural dos sistemas</em></p>
<p>A natureza levou milhares de anos para construir a fertilidade que deu início a nossa agricultura. Os “solos de mata”<span style="text-decoration: underline"> </span>eram férteis e rendiam <em>boas </em>produções, sem “inços”, pragas ou doenças. Uma prova da capacidade de recomposição da fertilidade natural era o sistema de pousio com capoeiras, seguidas de novos cultivos.</p>
<p>A produção de folhas, galhos e outros materiais (biomassa) alimentam e <em>aumentam a vida</em> no solo. Assim, ao passar dos tempos vai aumentando a fertilidade natural e a bio- estrutura do solo.</p>
<p>A implantação de um sistema agroflorestal pode se dar em diversas situações e condições. Nas lavouras ou pastagens ou pomares, com o plantio gradativo de plantas para produção de biomassa e árvores, nas entrelinhas, junto com as culturas ou pastagens. Quando for em capoeira, inicia-se com uma roçada seletiva e implantação de outras espécies desejadas. Quando numa situação já de floresta, realiza-se desgalhamentos, roçada seletiva, e implantação de novas espécies.</p>
<p>                A agrofloresta é um sistema de produção que vem se mostrando muito adequado à realidade e condições da agricultura familiar. São excelentes os resultados das experiências que já estão em andamento em várias experiências, em diversas condições e climas nas diversas regiões do e da América Latina.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Práticas agroecológicas 04: SOBRE A BIODIVERSIDADE</title>
		<link>http://www.serracima.org.br/praticas-agroecologicas-04-sobre-a-biodiversidade/</link>
		<comments>http://www.serracima.org.br/praticas-agroecologicas-04-sobre-a-biodiversidade/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 11:39:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdemar Arl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas agroecológicas]]></category>

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		<description><![CDATA[A biodiversidade refere-se às diferentes formas de vida existentes na natureza. A diversidade se expressa nos mais diversos níveis de organização biológica. Pode ser definida, em um primeiro momento, pelo número de espécies presentes em um dado local e momento.
Tudo o que existe num ecossistema (floresta) ou agroecossistema (horta ou lavoura) tem sua função. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_305" class="wp-caption alignnone" style="width: 204px"><img class="size-full wp-image-305" src="http://www.serracima.org.br/wp-content/uploads/2009/12/Imagem4.png" alt="joaninha-controla-o-pulgão" width="194" height="131" /><p class="wp-caption-text">joaninha-controla-o-pulgão</p></div>
<p>A biodiversidade refere-se às diferentes formas de vida existentes na natureza. A diversidade se expressa nos mais diversos níveis de organização biológica. Pode ser definida, em um primeiro momento, pelo número de espécies presentes em um dado local e momento.</p>
<p>Tudo o que existe num ecossistema (floresta) ou agroecossistema (horta ou lavoura) tem sua função. É o conjunto de espécies que faz aquele sistema funcionar. A isso chama-se de funções ecológicas ou equilíbrio dinâmico.</p>
<p>Nas iniciativas acompanhadas pela Serra Acima, busca-se ampliar a biodiversidade para melhorar a saúde e produtividade. Quando maior a biodiversidade, menor a quantidade de pragas e doenças.<span id="more-304"></span></p>
<p>Muito se fala da importância da biodiversidade dos ecossistemas e agroecossistemas para a estabilidade destes. Isso garante maior produtividade, diminui as incidências de pragas e doenças, diminuindo os riscos. Essa condição não se resume à cobertura vegetal, estendendo-se à biodiversidade biológica e microbiológica, incluindo principalmente aquela existente sob o solo.    </p>
<p> Exemplo de equilíbrio dinâmico:</p>
<ul>
<li>Quando tem pulgão na horta, logo surgem as joaninhas que comem os pulgões.</li>
<li>Por isso não se deve aplicar veneno na horta porque além de lhe contaminar você mata a joaninha que é o inimigo natural do pulgão. E sem inimigo natural o pulgão toma conta.</li>
</ul>
<p>- Se for muito pulgão usa-se um repelente para que a joaninha fique lá ajudando a controlar o pulgão</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Práticas agroecológicas 05: SEMENTES CRIOULAS</title>
		<link>http://www.serracima.org.br/praticas-agroecologicas-05-sementes-crioulas/</link>
		<comments>http://www.serracima.org.br/praticas-agroecologicas-05-sementes-crioulas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 11:15:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdemar Arl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas agroecológicas]]></category>

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		<description><![CDATA[As sementes crioulas são importantes para a segurança e soberania alimentar dos povos. Porém fora quase abandonadas ao esquecimento diante da substituição pelas sementes híbridas. Os transgênicos são uma ameaça ainda maior às sementes crioulas, contaminando-as com genes de outras espécies ou outros seres. A morte das sementes crioulas e uma ameaça à segurança alimentar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_288" class="wp-caption alignnone" style="width: 273px"><img class="size-full wp-image-288" src="http://www.serracima.org.br/wp-content/uploads/2009/12/resgate-especies-variedades-para-implantacao-agrofloresta1.jpg" alt="resgate-especies-variedades-para-implantacao-agrofloresta" width="263" height="350" /><p class="wp-caption-text">resgate-especies-variedades-para-implantacao-agrofloresta</p></div>
<p>As sementes crioulas são importantes para a segurança e soberania alimentar dos povos. Porém fora quase abandonadas ao esquecimento diante da substituição pelas sementes híbridas. Os transgênicos são uma ameaça ainda maior às sementes crioulas, contaminando-as com genes de outras espécies ou outros seres. A morte das sementes crioulas e uma ameaça à segurança alimentar, ficando a humanidade à mercê dos interesses de algumas poucas corporações multinacionais.</p>
<p>A serra Acima faz trabalho de resgate seleção e reprodução de sementes junto às famílias nos Bairros. Estas sementes e variedades crioulas são mais resistentes porque estão adaptadas ao ambiente e tem um custo muito baixo.</p>
<p><span id="more-286"></span></p>
<p>As famílias de agricultores adotavam a seleção massal, que é a escolha das melhores plantas, frutos, e também os melhores entre os animais. Realizavam também trocas de mudas, sementes ou animais reprodutores. Essas práticas eram uma condição fundamental no melhoramento das espécies ou variedades de plantas e raças de animais. Quando um agricultor ou uma agricultora doa uma semente ou faz uma troca percebe-se um sentimento de realização, felicidade e expectativa em ambas as partes. Essa prática é cultural e faz parte da condição do “ser camponês”.</p>
<p>Alicerçada nessas práticas a humanidade produziu e se alimentou por mais de 10.000 anos. E, em apenas pouco mais de 50 anos a produção de alimentos sofreu grandes transformações. O modelo industrial agroquímico aplicado no campo negou essas práticas populares de manutenção e melhoramento das espécies e raças classificando-as como atrasadas.</p>
<p>Sim, a nova ciência e tecnologia proporcionaram muitos avanços na área do melhoramento, mas teve um efeito negativo em relação à continuidade das espécies ou raças, e ao negar a pratica acima mencionada criou-se alguns <span style="text-decoration: underline">sérios problemas</span>:</p>
<ol>
<li><span style="text-decoration: underline">Redução drástica na base alimentar dos povos</span>: existem mais de 10.000 espécies de plantas comestíveis – os povos primitivos se alimentavam de 1.500 a 3.000 espécies – a agricultura antiga produzia com base em mais de 500 espécies – a agricultura industrial restringiu a base da nossa alimentação a 9 (nove) espécies, que são aquelas que dão mais lucro ao mercado. O trigo, arroz, milho e soja representam 85% do consumo de grãos no mundo.</li>
<li><span style="text-decoration: underline">Crescente deficiência nutricional na alimentação humana</span>: isso é conseqüência direta da redução de diversidade alimentar e também essas espécies oferecidas pelo mercado são pobres em muitos minerais e proteínas.</li>
<li><span style="text-decoration: underline">Redução da biodiversidade</span>: muitas espécies e variedades já se perderam e as monoculturas vão tomando conta do campo. Há também uma perda da diversidade genética e as plantas vão se tornando cada vez mais susceptíveis à pragas e doenças. A perda da diversidade desequilibra os sistemas tanto so sistemas naturais como os cultivados.</li>
<li><span style="text-decoration: underline">Crescente dependência de grande corporações empresariais</span>: Algumas poucas empresas querem dominar a produção e distribuição de alimentos no mundo. Estamos cada vez mais dependentes dessas empresas para nos alimentarmos e, portanto sujeitos às suas decisões quanto ao que devemos comer e quanto devemos pagar por isso. A ofensiva dos transgênicos é parte dessa estratégia de controle e dominação.</li>
</ol>
<p>As sementes não podem ser privatizadas ou contaminadas com genes estranhos à espécie como nos transgênicos, e nem tornar-se objeto de dominação dos povos por parte de corporações empresariais.</p>
<p>As sementes são patrimônio da humanidade, pois são um legado de nossos antepassados. Tão importantes para a existência humana que são constantemente celebradas e consagradas.</p>
<p>Uma grande quantidade de espécies que usamos na nossa alimentação é nativa das Américas e foram deixadas pelos indígenas (Astecas, Maias, Incas e outros) como por exemplo:  milho, batata, mandioca, feijão, algodão tomate, pimenta, amendoim, cacau, abobora e outros. Outras foram trazidas de outros continentes, como o trigo e o arroz, mas já por centenas de anos são conservadas e melhoradas pelas famílias agricultoras. Essas sementes que são conservadas e melhoradas pelas famílias de agricultores são chamadas de sementes crioulas.</p>
<p>A disponibilidade e continuidade dessas sementes é virtude e missão da agricultura familiar/ camponesa e não depende de nenhuma empresa ou país e, são fundamentais para a garantia de segurança e soberania alimentar dos povos. As sementes crioulas são adaptadas aos ambientes locais, portanto mais resistentes, e menos dependentes de insumos. São também a garantia da diversidade alimentar e contribuem com a biodiversidade dentro dos sistemas de produção. A biodiversidade é a base para a sustentabilidade dos ecossistemas (sistemas naturais) e também dos agroecossistemas (sistemas cultivados).</p>
<p>O futuro pertence àqueles que conservam e multiplicam as sementes crioulas.</p>
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		<title>I &#8211; Práticas agroecológicas básicas 03: NÃO REVOLVER O SOLO</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 19:02:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdemar Arl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas agroecológicas]]></category>

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A estrutura do solo pode ser comparada com a estrutura de uma casa: o que mantém a casa em pé e da forma são os “cepos”, as vigas, “pés direitos”, paredes, telhado, etc&#8230; Uma terra de mato é quase sempre bem estruturada &#8211; é “fofa”, mas não solta &#8211; é quase como um pão você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-160" src="http://www.serracima.org.br/wp-content/uploads/2009/12/reuniao-nos-bairros-cobertura-dos-dos-solos-com-palha1.jpg" alt="reuniao nos bairros-cobertura dos dos solos com palha" width="430" height="323" /></p>
<p>A estrutura do solo pode ser comparada com a estrutura de uma casa: o que mantém a casa em pé e da forma são os “cepos”, as vigas, “pés direitos”, paredes, telhado, etc&#8230; Uma terra de mato é quase sempre bem estruturada &#8211; é “fofa”, mas não solta &#8211; é quase como um pão você pisa e o rastro desaparece em seguida; parece elástica &#8211; dentro dela são ótimas as condições de moradia e sobrevivência para os microorganismos. Uma aração quebra esta estrutura &#8211; destruindo todo o trabalho de construção realizado pelos microorganismos. Quanto mais revolvimento maior a destruição.</p>
<p>Os solos da região de Cunha estão muito desestruturados e compactados por isso na fase de transição a equipe técnica do Serra Acima está adotando práticas de revolvimento mínimo, cobertura de solo e implantação de plantas com sistema radicular que consegue perfurar a camada compactada (raízes pivotantes), como nabo forrageiro, tremoço e feijão guandu. Quando o solo está desestruturado e compactado, a natureza instala plantas capazes de resolver o problema como a Guanxuma (<em>Sida SP)</em>, língua de vaca (<em>Rumex obstusifolius)</em>, tansagem (<em>Plantago maior</em>) e outras. Por isso são chamadas de plantas indicadoras e são também solucionadoras, pois auxiliam na descompactação e ajudam e levar ar para dentro do solo.<span id="more-159"></span></p>
<p>O preparo do solo e a sua bio estrutura estão muito interligados. Um solo estruturado pode ainda ser comparado a um pão, as partículas não estão soltas e nem compactadas. O solo tem “poros” (furinhos) um pouco maiores onde permite a presença de ar. Outros “poros” um pouco menores onde armazenam a água. Na parte sólida ficam os minerais e outros nutrientes. &#8211; essa é a casa ideal para os microorganismos. É um solo ideal para o desenvolvimento das raízes e sustentação de uma planta sadia.</p>
<p><span style="text-decoration: underline">Práticas que destroem a bio-estrutura (compactadoras)</span></p>
<p>●    Mecanização com máquinas pesadas.</p>
<p>●    Revolvimento do solo.</p>
<p>●    Aplicação de Nitrogênio e outros adubos químicos solúveis.</p>
<p>●    Aplicação de cama de aviário ou outro material orgânico muito rico em nitrogênio – A presença de Nitrogênio diminui a proporção entre o carbono e nitrogênio (relação C/N), proporcionando o desgaste da reserva orgânica do solo.</p>
<p>●    Pouca produção/ reposição de biomassa.</p>
<p>●    Aplicação excessiva de calcário – por criar condições mais favoráveis à microbiologia, numa proporção maior do que a capacidade de reposição orgânica através da biomassa.</p>
<p>Não existe estruturação mecânica de solo – quebrar uma camada compactada, como por exemplo, uma subsolagem pode ajudar. Na natureza também ocorre um pouco de efeito “mecânico” de descompactação realizado pelos microorganismos na construção de suas galerias e pelo efeito proporcionado pela perfuração das raízes. Mas somente os microorganismos são capazes de estruturar o solo, organizando e agregando as partículas de solo.</p>
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		<title>I &#8211; Práticas agroecológicas básicas 02: ADUBAÇÃO VERDE</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 18:31:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valdemar Arl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletins]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas agroecológicas]]></category>

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A adubação verde é uma das principais práticas no processo de transição para a agroecologia.
É uma forma rápida e eficiente de produção de biomassa (matéria orgânica) para o solo, que serve de alimento para a vida do solo, composta por: fungos, bactérias, algas, larvas de besouros, minhocas e muitos outros. Estes macro e microorganismos são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-150" src="http://www.serracima.org.br/wp-content/uploads/2009/12/campo-demonstrativo-de-adubacao-vere-bairro-vargem-grande1.jpg" alt="campo demonstrativo de adubacao vere-bairro vargem grande" width="430" height="323" /></p>
<p>A adubação verde é uma das principais práticas no processo de transição para a agroecologia.<br />
É uma forma rápida e eficiente de produção de biomassa (matéria orgânica) para o solo, que serve de alimento para a vida do solo, composta por: fungos, bactérias, algas, larvas de besouros, minhocas e muitos outros. Estes macro e microorganismos são responsáveis pela estrutura e fertilidade do solo.<br />
A Serra Acima está introduzindo diversas espécies de plantas de adubação verde nos bairros, em campos demonstrativos para que as famílias conheçam as plantas, seus efeitos e para produzir sementes. Estão sendo plantadas as seguintes espécies de verão: Girassol (Helianthus annus), Feijão Guandú (Cajanus cajan), Feijão Labe Labe (Dolichos lablab), Mucuna Anã (Mucuna deeringiana), Feijão de Porco (Canavalia ensiformis) e Crotalária (Crotalária ochroleuca).</p>
<p><span id="more-148"></span><br />
Principais funções da adubação verde<br />
• Produzir alimento para a microorganismos &#8211; efeito semelhante ao “pousio” em capoeira, recuperando a sua estrutura e aumentando a sua fertilidade;<br />
• Proteger contra a erosão provocada pelo impacto da chuva e o escorrimento superficial da água;<br />
• Proporcionar a infiltração de água da chuva, manter a umidade do solo;<br />
• Manter a temperatura do solo, evitando o aquecimento excessivo provocado pelo sol, proteger os microorganismos;<br />
• Fixar nitrogênio do ar no solo através das leguminosas (feijão, soja, vica, tremoço, mucuna, guandú, etc.);<br />
• Trazer nutrientes mais do fundo do solo e estabelecer os ciclos de nutrientes no sistema;<br />
• Melhorar a bioestrutura;<br />
• Contribuir na descompactação também pelo efeito mecânico das raízes, que perfuram o solo e levam matéria orgânica para seu interior;<br />
• Auxiliar no controle de outras ervas, através do sufocamento pela cobertura, alelopatia, mudança de temperatura do solo.<br />
Em solos muito degradados uma boa solução é o aproveitamento das plantas pioneiras (nativas) do local, porque algumas espécies de adubação verde são um pouco mais exigentes e não se desenvolvem bem nestes ambientes.<br />
Também nestes casos justifica-se a introdução de materiais de fora, da área como palhas, estercos, compostos, pó de rocha, e outros.</p>
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