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Serracima

Água. Alimentos. Mata Atlântica. Cunha - São Paulo - Brasil

Práticas agroecológicas

31.08.2017

Confira a programação de nossa feira de troca de sementes crioulas e mudas!!

 

 

2017 traz o tema da feira “SOBERANIA ALIMENTAR, ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL: SEMEANDO PARA FUTURAS GERAÇÕES” e durante a feira teremos uma roda de conversa com a participação da Associação Paulista de Saúde Pública – Núcleo Vale do Paraíba para abordar as relações entre saúde e a qualidade dos alimentos que consumimos.

Alimentação saudável: A alta contaminação de alimentos por agrotóxicos (pelo quinto ano consecutivo o Brasil foi campeão mundial no uso de agrotóxicos, tendo consumido 7,2 kg per capita em 2014) e a redução na diversidade de alimentos ofertados são problemas extremamente graves, ambos impactando diretamente na soberania e segurança alimentar da população brasileira. Somam-se ainda os altos níveis de contaminação sofridos pelos agricultores e agricultoras no manejo de agrotóxicos.

agroecologia é uma proposta de intervenção humana no ambiente baseada no manejo ecológico dos agroecossistemas, viável economicamente e justa socialmente. Na contramão do agronegócio, que visa produtividade e lucro de curto prazo, qualquer custo, a agroecologia parte de diferentes experiências locais para a construção de sinergia da produção com a conservação dos recursos naturais, da biodiversidade, da cultura e da identidade locais. A agroecologia pensa a produção de alimentos em benefício da saúde tanto das famílias produtoras como dos consumidores.

As práticas agroecológicas estão inspiradas no funcionamento sistêmico da natureza (ciclagem de nutrientes, sucessão natural, produção de biomassa, controle natural de pragas etc.), entendendo que as unidades produtivas familiares funcionam como um sistema vivo e integrado, com o máximo de aproveitamento dos recursos naturais disponíveis nas propriedades das famílias e uso mínimo de recursos externos ao sistema.

A transição agroecológica é um processo que envolve um conjunto de mudanças gradativas no manejo da produção e do ambiente como um todo, que gera sua sustentabilidade e enriquecimento por meio da redução gradual – até a eliminação – da dependência de insumos químicos sintéticos como agrotóxicos e fertilizantes, de monoculturas, do uso de sementes e plantas geneticamente modificadas (transgênicos), entre outras práticas da agricultura convencional que degradam o solo e os recursos naturais. O emprego dessa visão integrada tem sido responsável pela permanência de muitas famílias em suas terras porque viabiliza renda, qualidade de vida e valorização das pessoas que vivem no meio rural, com atenção prioritária para grupos mais vulneráveis como mulheres e jovens.

Durante a mesa de abertura iremos celebrar o início da troca de sementes crioulas e mudas!

Sementes crioulas são as que foram mantidas e selecionadas por agricultoras e agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais. Fruto deste trabalho milenar, as sementes crioulas são patrimônio da humanidade. Fazem parte da identidade cultural e da garantia da soberania e segurança alimentar dos povos, que devem ter assegurado o direito de cultivar e produzir as próprias sementes. Ao longo do tempo foram selecionadas e adaptadas aos ambientes locais, sendo mais resistentes e menos dependentes de insumos, contribuindo para a diversidade alimentar e a biodiversidade dos agroecossistemas. Elas guardam em si a riqueza natural das nossas terras e, por isto, devem ser preservadas e disseminadas. Os objetivos das feiras de trocas de sementes crioulas são principalmente: informar e conscientizar as pessoas sobre a importância destas sementes e garantir a sua preservação e propagação.

Após as trocas será oferecido entretenimento cultural com apresentação de grupos da região.

18.06.2015

Nós Garantimos a Qualidade Agroecológica de Nossos Alimentos!

 

O grupo de agricultoras e agricultores familiares agroecológicos de Cunha optou por um proceso de certificação participativa como estratégia para garantir a qualidade de sua produção junto aos consumidores, tendo parte do grupo se regsitrado como Organização de Controle Social (OCS) no Ministério da Agricultura, desde 2013.

A OCS é um instrumento previsto na legislação brasileira que possibilita, exclusivamente aos agricultores e agricultoras familiares registrados como OCS, a venda direta aos consumidores de seus produtos agroecológicos e orgânicos sem a necessidade de certificação,  aonde o grupo garante de forma participativa que os produtos de cada uma das famílias são produzidos com base nos princípios da agroecologia e da produção orgânica.

No caso do grupo de Cunha, cada família é visitada pelo menos duas vezes por ano pelas demais famílias e equipe de SerrAcima, quando responde na caminhada pela propriedade a um questionário com mais de trinta questões sobre seus métodos de produção. São dias de intensa troca de conhecimentos e estratégias sobre produção, material genético, comercialização e organização coletiva. Na última visita, em oito de junho, três novas famílias foram acolhidas ao grupo, que encerrou a visita às novas propriedades respondendo a última pergunta do questionário “O grupo garante que esta família produz com base nos princípios da agroecologia e de acordo com a legislação?”

“Sim nós todos Garantimos!”

 

Fotos: Augusto Santiago- Cajú – Texto: Luana Carvalho e Augusto Santiago.

20.05.2015

Delicioso é pouco!

São muitos os desafios para mudar o modo de produzir, abandonando agrotóxicos e adubos químicos sintéticos, monoculturas, se organizar, trabalhar em coletivo e buscar novos mercados. Por tudo isso para as agricultoras e agricultores familiares agroecológicos os produtos das fotos tem sabor de conquista. O grupo tem buscado inspiração nas antigas receitas da região, doces, compotas, conservas, mas principalmente na solidariedade e partilha. Investindo no trabalho em mutirão e nas trocas de conhecimentos para fortalecer sua economia e se manter na terra com dignidade e renda.

Em oficinas de boas práticas no beneficiamento de alimentos, como a das fotos, buscam aperfeiçoar as técnicas e conhecer os desafios da legislação, que ainda exige da produção caseira os mesmos padrões das grandes estruturas de beneficiamento. Maio é tempo de pinhão e abóbora, vai?!?

Fotos: Augusto Santiago – Caju e Glaucia Marques / Texto: Augusto Santiago – Caju / Revisão: Luana Carvalho

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