II – A formação como estratégia para mudança 02: PORQUE FAZER FORMAÇÃO

 

«Quem faz já sabe, mas quem

pensa sobre o que faz, faz melhor»

(Ranulfo Peloso da Silva – educador popular).

 

A vida é uma grande escola sendo que a sabedoria e o conhecimento não vêm somente do estudo acadêmico, ou seja, vem também da reflexão sistematizada sobre a prática. O conhecimento histórico que vem sendo repassado através das gerações é chamado de conhecimento tradicional. Diante dos atuais desafios que o mundo enfrenta, imagina-se que a saída esteja na junção e complementaridade entre o conhecimento acadêmico e o conhecimento tradicional.

A Serra Acima tem na formação e organização sua estratégia de atuação principal, e para isso acredita nas pessoas e na capacidade das pessoas, e acredita na necessidade de ampliar o conhecimento e o senso crítico. Sabe-se que as pessoas foram “enquadradas”, ou seja, ensinadas a ver o mundo e também a entender as relações a partir da lógica de um sistema capitalista, que se fundamenta na competição e na acumulação, gerando crescentes problemas sociais e ambientais. Assim investe na transformação das relações entre as pessoas e das pessoas na natureza, buscando sair de uma relação negativa para uma interação positiva. Continue lendo “II – A formação como estratégia para mudança 02: PORQUE FAZER FORMAÇÃO”

II – A formação como estratégia para mudança 01: O CURSO DE AGROECOLOGIA

formatura curso de agroecologia-14-10-09

Entendendo a importância da formação no processo de transição agroecológica a Serra Acima com apoio das parcerias, organizou um curso de agroecologia e, acaba de formar a primeira turma.

O curso foi concebido de forma a garantir a formação de empreendedores com capacidade de analisar criticamente e a repensar as formas de interação da agricultura com a realidade em que esteja inserida, com ênfase no segmento da agricultura familiar, valorizando e contribuindo para a equidade na distribuição da renda, a valorização das culturas locais e o respeito ao meio ambiente. Continue lendo “II – A formação como estratégia para mudança 01: O CURSO DE AGROECOLOGIA”

I – Práticas agroecológicas básicas 03: NÃO REVOLVER O SOLO

reuniao nos bairros-cobertura dos dos solos com palha

A estrutura do solo pode ser comparada com a estrutura de uma casa: o que mantém a casa em pé e da forma são os “cepos”, as vigas, “pés direitos”, paredes, telhado, etc… Uma terra de mato é quase sempre bem estruturada – é “fofa”, mas não solta – é quase como um pão você pisa e o rastro desaparece em seguida; parece elástica – dentro dela são ótimas as condições de moradia e sobrevivência para os microorganismos. Uma aração quebra esta estrutura – destruindo todo o trabalho de construção realizado pelos microorganismos. Quanto mais revolvimento maior a destruição.

Os solos da região de Cunha estão muito desestruturados e compactados por isso na fase de transição a equipe técnica do Serra Acima está adotando práticas de revolvimento mínimo, cobertura de solo e implantação de plantas com sistema radicular que consegue perfurar a camada compactada (raízes pivotantes), como nabo forrageiro, tremoço e feijão guandu. Quando o solo está desestruturado e compactado, a natureza instala plantas capazes de resolver o problema como a Guanxuma (Sida SP), língua de vaca (Rumex obstusifolius), tansagem (Plantago maior) e outras. Por isso são chamadas de plantas indicadoras e são também solucionadoras, pois auxiliam na descompactação e ajudam e levar ar para dentro do solo. Continue lendo “I – Práticas agroecológicas básicas 03: NÃO REVOLVER O SOLO”