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Serracima

Água. Alimentos. Mata Atlântica. Cunha - São Paulo - Brasil

6.12.2009

I – Práticas agroecológicas básicas 02: ADUBAÇÃO VERDE

campo demonstrativo de adubacao vere-bairro vargem grande

A adubação verde é uma das principais práticas no processo de transição para a agroecologia.
É uma forma rápida e eficiente de produção de biomassa (matéria orgânica) para o solo, que serve de alimento para a vida do solo, composta por: fungos, bactérias, algas, larvas de besouros, minhocas e muitos outros. Estes macro e microorganismos são responsáveis pela estrutura e fertilidade do solo.
A Serra Acima está introduzindo diversas espécies de plantas de adubação verde nos bairros, em campos demonstrativos para que as famílias conheçam as plantas, seus efeitos e para produzir sementes. Estão sendo plantadas as seguintes espécies de verão: Girassol (Helianthus annus), Feijão Guandú (Cajanus cajan), Feijão Labe Labe (Dolichos lablab), Mucuna Anã (Mucuna deeringiana), Feijão de Porco (Canavalia ensiformis) e Crotalária (Crotalária ochroleuca).


Principais funções da adubação verde
• Produzir alimento para a microorganismos – efeito semelhante ao “pousio” em capoeira, recuperando a sua estrutura e aumentando a sua fertilidade;
• Proteger contra a erosão provocada pelo impacto da chuva e o escorrimento superficial da água;
• Proporcionar a infiltração de água da chuva, manter a umidade do solo;
• Manter a temperatura do solo, evitando o aquecimento excessivo provocado pelo sol, proteger os microorganismos;
• Fixar nitrogênio do ar no solo através das leguminosas (feijão, soja, vica, tremoço, mucuna, guandú, etc.);
• Trazer nutrientes mais do fundo do solo e estabelecer os ciclos de nutrientes no sistema;
• Melhorar a bioestrutura;
• Contribuir na descompactação também pelo efeito mecânico das raízes, que perfuram o solo e levam matéria orgânica para seu interior;
• Auxiliar no controle de outras ervas, através do sufocamento pela cobertura, alelopatia, mudança de temperatura do solo.
Em solos muito degradados uma boa solução é o aproveitamento das plantas pioneiras (nativas) do local, porque algumas espécies de adubação verde são um pouco mais exigentes e não se desenvolvem bem nestes ambientes.
Também nestes casos justifica-se a introdução de materiais de fora, da área como palhas, estercos, compostos, pó de rocha, e outros.

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